Movimento No-Code e a democratização da web

Aqui na Webinhood nós trabalhamos essencialmente com ferramentas no-code, desde a criação de sites simples (utilizamos o Elementor, dentro do Wordpress, CMS de código aberto) até ferramentas de automatização, integrações, e-commerce, plataformas, etc. 

Mas o que significa no-code?

Existe um movimento que busca democratizar o uso da tecnologia como ferramenta de produção. Esse é um movimento descentralizado que ocorre ao mesmo tempo em diversos lugares e surge em resposta ao avanço tecnológico em vários momentos históricos. Tomamos de exemplo a história das publicações, que ao passar dos anos a tecnologia contribuiu fortemente para a sua democratização, pense que há 50 anos atrás só quem tinha uma acesso a equipamentos e conhecimentos caros conseguia publicar um livro e hoje, qualquer pessoa pode escrever e publicar um livro/blog/artigo, publicá-lo online e alcançar milhares ou até milhões de pessoas.

“Em sua essência, o movimento sem código é apenas uma evolução dos princípios fundamentais que impulsionaram a inovação tecnológica por milênios: ou seja, o desejo de democratizar e dimensionar processos, ferramentas e acesso a mídias que antes estavam disponíveis apenas para um pequeno conjunto de pessoas – e através dessa democratização, multiplicar o potencial do que a humanidade pode criar. Simplificando, o movimento no-code baseia-se na crença fundamental de que a tecnologia deve permitir e facilitar a criação, não ser uma barreira à entrada.”

No-code Movement, Webflow

Uma questão de custo e diversidade

O custo de um desenvolvedor em um projeto pode ser uma barreira para a criação de novos projetos (individuais ou de empresas). A programação é um conhecimento que requer anos de estudos e treinamento em ferramentas e linguagens que estão em constante evolução, por isso profissionais da área são caros. Com ferramentas no-code a barreira do custo elevado em projetos é altamente diminuída, o que aumenta a democratização na criação de novos projetos web.

Isso também não quer dizer que empresas não precisam de um desenvolvedor ou engenheiro. Sabemos da importância desses profissionais. Mas, ao liberá-los de ter que trabalhar em projetos simples, como landing pages, construções de blogs, sites simples, etc., você dá a eles mais tempo para trabalhar em outros projetos mais complexos.

Além da questão do custo de profissionais, o movimento no-code também traz um ponto sobre a diversidade das pessoas que criam novos projetos, uma vez que não apenas desenvolvedores e engenheiros participariam desse processo, aumentando a gama e novas ideias de pessoas envolvidas na criação de um projeto web.

“Até o momento, o cenário tecnológico tem sido dominado por aqueles com diplomas de ciência da computação. Engenheiros. Pessoas que são treinadas para abordar e superar problemas de uma maneira particular. Pessoas que valorizam eficiência, dados, análise. Mas precisamos de mais. Mais diversidade de antecedentes, pontos de vista e opiniões. Porque quanto mais diversificado nosso elenco de criadores se tornar, mais diversas serão as soluções disponíveis, e mais holisticamente essas soluções atenderão aos problemas contemporâneos.”

No-code Movement, Webflow

Esse é apenas o começo

Entendemos que esse movimento ainda tem muitas lacunas a serem preenchidas, tanto na questão tecnológica, quanto na questão de acessibilidade e social. Acreditamos que essas lacunas serão preenchidas ao passo que mais pessoas, organizações e governos utilizem e dominem os recursos disponíveis e a partir das suas próprias contribuições criem novas possibilidades de democratizar o acesso à tecnologia.

Ferramentas no-code:

  • Elementor (sites) (gratuito e pago)
  • Webflow (sites) (gratuito para testar)
  • Carrd (landing pages) (gratuito e pago)
  • Shopify (e-commerce) (gratuito para testar)
  • Bubble (apps) (gratuito para testar)
  • Voiceflow (chatbot) (gratuito e pago)
  • Zapier (automações e integrações) (gratuito e pago)

Para aprender:

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